Buscando a Vitória

17/06/2008 09:02

Adeus Vô Zinho ...

Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. 2 Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. 3 Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. 4 E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. 5 E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. 6 Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida. 7 O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho.
Apocalipse 21- 1:7.

Lendo o texto acima, em meio há muitas lágrimas e nós na garganta, me despedi de meu amado avô no último dia 10/6.
Arthur Bretas Filho, (Vô Zinho) partiu aos 83 anos, viveu uma vida simples, gostava de arroz com feijão, de "Diamante Negro", de dançar, do mar, de ouvir um bom sambinha, de andar de bicicleta, de churrasco, de bolo de banana e de pescar, ahhhhhhh como ele gostava de uma pescaria. Ele, também ajudou a natureza, plantou várias árvores frutíferas. De algumas teve tempo de comer os frutos e se alegrou por isso.
Ficou casado com minha avó durante 55 anos, teve dois filhos e 5 netos, dos quais, pelo menos 3 o amavam de paixão e 1 bisneta. Nosso último abraço foi em 01/5, quanta ternura senti, quando olhei em seus olhos, fiquei de mãos dadas com ele muito tempo, tentando esquentar suas mãos frias. Apesar de muito debilitado ele me reconheceu, conversou comigo, estava lúcido. Na despedida, olhei-o nos olhos segurando sua mão e disse que o amava, sentia que essa seria a última oportunidade de dizer isso a ele. Naquele momento senti que a continuidade da vida não está mesmo em nossas mãos. Meu amor por ele era tão grande que eu não queria que ele se fosse, e 39 dias depois, eu mudava de opinião, por amor, não queria mais que meu avô sofresse como estava sofrendo, pedi que Deus tivesse misericórdia dele. E Deus me ouviu e no dia 10/6 às 14:30 hs. o levou pra junto Dele. Acabava ali o sofrimento, a dor, causados por um CA de próstata.
Hoje, 7 dias depois de sua partida, meu coração entristecido tenta dar forças a vovó que está muito triste e abatida, tentando encontrar forças pra continuar vivendo. Acho que nem de longe podemos imaginar sua dor.
Sou grata à você Vovô, por tudo que fez por nós, pelos passeios, pelas danças, pelos sorrisos e pelas inúmeras lições de vida e de amor. Nós faremos tudo pra Vó Lúcia ficar bem.

Vô Zinho, descanse em paz ...





enviada por PATRICIA






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